Mário Assis Ferreira destacou-se não apenas pelo seu percurso profissional — nomeadamente ao longo de quase três décadas ligado à Estoril Sol — mas também pelo seu contributo consistente para a valorização da cultura e pelo apoio atento a causas sociais.
Ao longo dos anos, manteve uma relação próxima com a Misericórdia de Cascais, distinguindo-se pelo seu apoio discreto, pela confiança e pela forma como sempre reconheceu a importância do trabalho desenvolvido junto dos mais vulneráveis. A sua postura refletia um compromisso genuíno com a missão da instituição: uma comunidade de pessoas ao serviço de outras pessoas.
A cerimónia integrou momentos de evocação cultural, com a declamação de textos de Alexandre O’Neill, Carlos Drummond de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen, bem como uma atuação da fadista Cuca Roseta, que proporcionou um momento particularmente emotivo.
Durante a homenagem, foi também anunciado pelo Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, a criação do Prémio Mário Assis Ferreira. Esta distinção, dedicada à área da cultura, pretende incentivar jovens do concelho, entre os 18 e os 30 anos, a desenvolverem o seu talento, inspirados por um percurso marcado pela inovação, resiliência e sucesso.
Como disse a nossa Provedora Isabel Miguens, que o seu legado continue a inspirar-nos, mesmo nos tempos mais difíceis. E, como ele próprio escreveu, “vale sempre a pena procurar a poesia na prosa da vida.”
Com esta homenagem, a Misericórdia de Cascais reafirma o compromisso de honrar a memória de quem contribuiu para o seu percurso, mantendo vivos os valores que orientam a sua ação diária.